Oxóssi

Oxóssi ganha de Orunmilá a cidade de Keto

Um certo dia, Orunmilá precisava de um pássaro raro para fazer um feitiço de Oxum.

Ogum e Oxóssi saíram em busca da ave pela mata adentro, nada encontrando por dias seguidos.

Uma manhã, porem, restando-lhes apenas um dia para o feitiço, Oxóssi deparou com a ave e percebeu que só lhe restava uma única flecha.

Mirou com precisão e a atingiu.

Quando voltou para aldeia, Orunmilá estava encantado  e agradecido com o feito do filho, sua determinação e coragem.

Ofereceu-lhe a cidade de Keto para governar até sua morte, fazendo dele o orixá da caça e das florestas.

*     *     *

Oxóssi é rapitado por Ossaim

Oxóssi vivia com sua mãe Iemanjá e com seu irmão Ogum.

Ogum cultivava o campo e Oxóssi trazia a caça das florestas.

A casa de Iemanjá era farta.

Mas Iemanjá tinha maus pressentimentos e consultou o babalaô.

O adivinho lhe proibisse Oxóssi de ir caçar nas matas, pois Ossaim, que reinava na floresta, podia aprisionar Oxóssi.

Iemanjá disse ao filho que nunca mais fosse à floresta.

Mas Oxóssi, o caçador, era muito  independente e rejeitou os apelos da mãe.

Continuou indo às caçadas.

Um dia ele encontrou Ossaim que lhe deu de beber um preparado.

Oxóssi perdeu a memoria.

Ossaim banhou o caçador com abôs misteriosos e ele ficou no mato morando com Ossaim.

Ogum não se conformava com o rapto do irmão.

Foi à sua procura e não descansou até encontra-lo, livrou Oxóssi e o trouxe de volta a casa.

Iemanjá, contudo, não perdoou o filho desobediente e não quis recebe-lo em casa.

Ela voltou para as florestas, onde ate hoje mora com Ossaim.

Ogum, por sua vez, brigou com a mãe e foi morar na estrada,

Iemanjá passou a sentir demais a ausência dos dois filhos, que ela praticamente expulsara de casa. Tanto chorou Iemanjá, tanto chorou, que suas lágrimas ganharam curso, se avolumaram e num rio Iemanjá se transformou.

Deixe um comentário