Oxum

Oxum é concebida por Iemanjá e Orunmilá.

Um dia, Orunmilá saiu de seu palácio para dar um passeio acompanhado de tod o seu séquito.

Em cero ponto deparou com outro cortejo, do qual a figura  principal era uma mulher muito bonita.

Orunmilá ficou impressionado com tanta beleza e mandou que exu, seu mensageiro, averiguar quem era ela.

Ela disse que era Iemanjá, rainha das águas e esposa de Oxalá.

Oxum voltou à presençaa de Orunmilá e relatou tudo o que soubera da identidade da mulher.

Orunmilá, então, mandou convida-la ao seu palácio, dizendo que desejava conhecê-la.

Iemanjá não atendeu de imediato ao convite, mas um dia foi visitar Orunmilá.

Ninguém sabe ao certo o que se passou no palácio, mas o fato  é que Iemanjá ficou gravida após a visita a Orunmilá.

Iemanjá deu à luz a uma linda menina.

Como iemanjá já tinha muitos filhos com seu marido, Orunmilá enviou Exu para comprovar a criança era mesmo filho dele. Ele deveria procurar sinais pelo corpo.

Se a menina apresenta-se mancha ou caroço na cabeça, seria fila de Orunmilá e deveria ser levada para viver com ele.

Assim foi atestado, pela marcas de nascença, que a criença mais nova de Iemanjá era de Orunmilá.

Foi criada pelo pai, que satisfazia todos o seus caprichos.

Por isso cresce toda cheia de vontades e vaidades.

O nome dela era Oxum.

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Oxum faz as mulheres estéreis em represália aos homens.

Logo que o mundo foi criado, todos os orixás vieram a Terra e começaram a tomar decisões e dividir encargos entre eles, em conciliábulos nos quais somente homens podiam participa.

Oxum não se conformava com essa situação.

Ressentida pela exclusão, ela vingou-se dos orixás masculinos.

Condenou todas as mulheres à esterilidade, de sorte da fertilidade era fadada ao fracasso.

Por isso os homens foram consultar Olodumare.

Estavam muito alarmados e não sabiam o que fazer sem filhos para Criar nem herdeiros para quem deixar suas posses, sem novos braços para criar novas riquezas e fazer as guerras e sem descendentes para não deixar morrer suas memórias.

Olodumare soube, então, que Oxum fora excluída das reuniões.

Ele aconselhou os orixás a convidá-la, e às outras mulheres, pois sem Oxum e seu poder sobre a fecundidade nada poderia ir adiante.

Os orixás seguiram os sábios conselhos de Olodumare e assim suas iniciativas voltaram a ter sucesso.

As mulheres tornaram a gerar filhos e a vida na terra prosperou.

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